A atriz Fernanda Montenegro, em defesa da classe, disse que tinha uma profissão digna. Sim, é verdade, a profissão é mesmo muito digna. Como todas as outras. Agora, profissão não é pessoa. A profissão é feita de gente, e gente, é falha, mesmo artistas. Eles gostam de privilégios, grandes cachês e verbas fáceis, como foi nos anos que silenciaram diante da corrupção e usufruíram de suas benesses.
Intencional ou não, Fernanda - que abraçou Sérgio Cabral, mostrando que seu desconfiometro anda desajustado-, confundiu a profissão com os praticantes, assim deixou de ver que a boa Lei Rouanet atendeu mais aos poderosos do que aos artistas humildes. E que estes silenciaram suas consciências por uma boa razão. Uma bela atriz, com um discurso equivocado.