Brasileiros têm um desafio: desarmar os preconceitos ideológicos e iniciar uma vigília cívica. Nenhuma aprovação obrigatória, nenhuma rejeição, incondicional.
É nossa missão nos afastarmos da contaminação ideológica, do projeto de poder baseado na corrupção e na compra da sociedade, que o PT montou, e que levou à recessão brutal e 12 milhões de desempregados. Não porque a " esquerda" seja ruim, 'per si", mas porque o modelo tentado falhou miseravelmente.
Então, a população, sem tutelarem partidária, rejeitando um modelo de política, escolheu aquele que parecia representar melhor a repulsa ao que havia. Também não significa que a " direita" seja boa, " per si”, ou mesmo que Bolsonaro seja o exemplo de estadista que sonhamos. Trata-se de oferecer uma outra oportunidade ao país, uma chance de tentarmos com uma equipe competente, em sua maioria,-salvo umas bizarrices-, refazer alguns caminhos da nação. O que fizemos até agora na educação, saúde, segurança, infraestrutura, financiamentos internacionais, tem se mostrado um monumental fracasso. Então não podemos continuar fazendo as mesmas coisas e esperarmos um resultado diferente. Temos de apresentar novas alternativas.
Não há garantias que Bolsonaro faça um grande governo; mas não há nenhuma garantia, também, que será um fracasso. E não podemos desejar o fracasso para atender aos nossos ressentimentos. Por isso, o desafio: vigiar continuamente, cobrar permanentemente, apoiar o certo, e combater o errado, sem nunca mais silenciarmos sob o peso do pensamento único, do politicamente correto, dos discursos manipuladores que servem apenas para imobilizar a crítica.
Não batam palmas por mera adesão mitológica, emocional; não neguem aprovação por mera perversão ideológica.
Do equilíbrio, insistência, e força de nossas atitudes, teremos um futuro melhor ou pior. Sejam bem vindos a 2019.