Deve-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) duas decisões que reinventaram o país. A primeira delas foi o Plano Real, o maior e mais bem sucedido plano econômico que já tivemos, elaborado quando ele comandava o Ministério da Fazenda, no governo Itamar, e mantido no seu mandato. A segunda foi o ovo da serpente da reeleicão que sua vaidade Sorbonica legou ao país aniquilando e envenenando o sistema político e a confusa democracia brasileira.
Essa semana, em uma mea-culpa FHC reconheceu o erro da famosa medida que a implantou, comandada pelo ex-Ministro Sérgio Mota, uma espécie de trator, que veio a falacer depois. As lendas sobre a forma de aprovação não são nada republicanas. A partir daí de prefeito a presidente, só se exerce um mandato pensando no próximo, custe o que custar, geralmente guiado pelo mais custoso populismo e suas viriantes de prontuário policial.
FHC disse: " devo reconhecer que historicamente foi um erro”. Estudioso, inteligente, FHC sabia seus efeitos colaterais, mas não se importou de servir sua toxicidade ao futuro do país. Não nos cabe, perdão.