Os testes da vacina da Oxford foram suspensas porque um paciente apresentou um quadro de mielite transversa , que é uma inflamação da medula espinhal, segundo o New Yorker Times. Ainda não se tem a comprovação dos dados, nem se sabe o que aconteceu com o paciente, e se pode ser realmente relacionado a vacina, ou uma patologia coincidente.
A mielite pode acontecer em casos de viroses- a vacina da Oxford usa um adenovírus de macaco- mas ainda não se sabe por conta do " cegamento" da pesquisa se esse paciente estava no grupo que tomou a vacina ou no chamado grupo " placebo", aquele que toma um remédio inocente. Só com a abertura dos dados teremos a certeza dos fatos.
A Universidade de Oxford está usando adenovírus de um macaco, uma experiência nova. A Johnson & Johnson está usando o adenovírus Ad26 e a chinesa CanSino o adenovírus Ad5. Já a Russia, na vacina Sputinik, está usando os dois vetores, Ad5 e Ad26, uma técnica que os outros não usam e que eles dizem dominar. Esses dois vetores são adenovírus humanos.
O presidente Putin, da Russia, diz que usou na própria filha e que ela teve apenas febre, mas há uma desconfiança mundial com os princípios de Putin, especialmente depois das fortes suspeitas que pode ter autorizado o envenenamento de opositores.
A verdade é que uma vacina leva, em média, 1 a 2 anos para ficar pronta e passar por todos os testes. Diante da ameaça da Covid houve uma corrida mundial pela vacina, mas é preciso ter testes para confirmar sua segurança, que os dados sejam publicados, que os cientistas possam analisar as publicações, para que então ela seja aplicada a população e não seja apenas a troca de um risco por outro.
Evidente que o fato vai atrasar a liberação da vacina, mas ainda é preciso aguardar, motivo pelo qual as medidas de distanciamento social e prevenção devem ser mantidas.