O ministro Guedes começou o governo Bolsonaro como um mega-posto " Ypiranga", mas a realidade tem feito com ele o que a realidade sempre faz: devorado. Por várias vezes esteve para ser escanteado pelo Presidente, inclusive em um projeto econômico que seria capitaneado por um general, mas os mercados financeiros são mais sensíveis do que a população e a troca teria mais impacto do que derrubar Moro, e ele seguiu.
Agora, as divergências entre a "economia necessária" e a "economia da reeleição" mostra seus dentes afiados e a briga entre ministros se torna acintosa, inerva os mercados, contamina a economia e penaliza o crescimento. O ministro parece não encontrar a pauta que tem de executar, aliás, muito diferente da pauta que ele dizia que ia praticar.
Difícil que entre o novo mandato e a realidade o Presidente prefira abrir mão do poder. Assim, o posto central vai sendo reduzido a uma bombinha de gasolina, perdida, lá na poeira do deserto, de uma estrada prestes a ser abandonada!