A renovação da Câmara Municipal trouxe um duro recado do eleitor, de insatisfação. A renovação recorde de 66% dos mandatos demonstrou que o eleitor não perdoou o precário exercício de fiscalização do poder exercido pelos vereadores e a recusa ao protagonismo que ela deve ter como ente essencial da administração e da democracia.
Apenas sete dos vinte e um vereadores conseguiram retornar, sendo que alguns nomes fortes, com trabalho significativo na cidade, ficaram de fora. O eleitor preferiu pulverizar a bancada, inclusive de oposição, a manter o mesmo perfil. A escolha de Jonhatas Monteiro, o Rasta, como vereador mais votado, mostra que o cidadão está em busca de vereadores mais incisivos, fiscalizadores, do que os do mandato passado.
Evidente que nem todas as escolhas se deram com esse perfil, mas o recado está dado para os novos e para os que sobreviveram. Só não ouve quem não quer.