O cardiologista Edval Gomes deixou o cargo de Secretário de Saúde de Feira de Santana, alegando razões de foro íntimo e pessoal. Ele havia assumido o cargo há menos de dois meses. É possível que um conjunto de situações tenha contribuido para esse afastamento, mas sem dúvida que o acirramento da pandemia exigindo um domínio completo da máquina pública, nomeações de cargos ainda pendentes, e uma estrutura de funcionamento que ele não teve tempo de montar- ou não teve liberdade para montar- tenha contríbuido para esse pedido de demissão tão precoce.
O doutor Edval assumiu no " olho do furacão" da pandemia, como costumamos dizer, com muitas pressões, cobranças, sem que ele tivesse tido tempo de conhecer, operacionalizar, escolher pessoas de sua estreita confiança, para conseguir fazer a Secretaria ter seu ritmo ou " sua cara". Com a pandemia e vacinação isso passou a exigir uma ação intensiva que, talvez, não lhe fosse possível.
Ele afirmou que havia pedido exoneração ao final de Fevereiro e que permaneceu até o novo colega se sentir a vontade para tocar o trabalho da Secretaria.
A verdade é que a Secretaria de Saúde é complexa, tem uma estrutura pesada, e o Secretário precisa ter a liberdade de escolher da chefia de gabinete a outros cargos operacionais para ter autonomia sobre a equipe e impor - mais que manter- uma nova dinâmica à Saúde da cidade.
Vamos aguardar o que virá.