Não se trata de criar pânico ou fazer política- esse selvagem debate das redes sociais- trata-se de trazer alertas. Há um colapso da rede privada, em Feira, com pacientes de convênio que já foram internados na UTI, do HGCA, pacientes em fila de espera por vaga com saturação baixa, permanecendo dias em Pronto-Socorro, pacientes entubados na Emergência, ou fazendo ventilação em enfermaria. Isso, apesar de todos os hospitais privados já terem ampliado suas vagas.
A verdade é que se uma UTI nova for aberta hoje, em Feira, lota no mesmo dia. O HGCA ampliou novamente suas vagas, ontem; o Hospital de Campanha, também, mas nada supre a demanda por vagas, que ainda apresenta pico de crescimento.
Dados produzidos por professor da UEFS, mostra curva de aceleração de casos e a demanda crescente por leitos. Precisamos, em verdade, de outro hospital de campanha, pois, a situação é dramática até para quem tem convênio de saúde.
Não pensem, no entanto, que é só abrir um hospital: ele precisa de leito, material humano, respirador, heparina, medicação sedativa, que já estão ficando escassos porque o colapso é nacional.
Ainda não há dados precisos que devem ser coletados de forma mais sistemática, mas muitos que estão chegando às UTIs fizeram uso de tratamento precoce.
Não há como suprir a curva de crescimento de casos na rede de saúde, o que vai exigir medidas drásticas para conter a velocidade. É hora de agir com lucidez, responsabilidade, redobrar os cuidados de prevenção, porque o que já enfrentamos será " café pequeno" diante do que está acontecendo