Não fosse bastante a devastação da pandemia em nossas almas, e a memória trágica, ainda não cicatrizada, dos Nardoni, o casal criminoso que matou a filha, eis que somos devastados pela morte cruel, aberrante, e inacreditável, do garoto Henry Borel Medeiros, de 4 anos, assassinado pelo vereador Dr. Jairinho com a cumplicidade da sua namorada, Monique Medeiros, mãe do menino.
O psicopata e sádico Dr Jairinho, vereador, tem um histórico de agressão a filhos de outras namoradas, e já vinha agredindo o garoto que sempre chorava antes de voltar para casa após o fim de semana com o pai verdadeiro. A sessão de selvageria e brutalidade, de espancamento sem limites, que levou ao rompimento de vísceras e morte do garoto é algo inimaginável de ser pensado e de sentir sem despertar os instintos mais selvagens a respeito do casal.
O Dr Jairinho, filho de um ex-deputado preso em uma operação de corrupção, parece ser o fruto de um sistema imoral, sem limites, deturpado e corrompido em sua existência e formação. O poder concedido pelo exercício da política é apenas o elemento desencadeador de uma doença social, de uma psicopatia, que, talvez, tivesse ficado submersa por temor a lei, se a ideia de impunidade não estivesse em pleno vigor em nossa sociedade. Não é à toa que após a morte do garoto o vereador tentou evitar a necropsia, ligou até para o governador do estado, e disse a Leonel, pai da criança: “ Vamos virar essa página, vida que segue. Faz outro filho".
O que estarrece de forma mais aterrorizante, no entanto, é o papel de Monique Medeiros, que tendo conhecimento do que o namorado fazia com seu filho, como se vê na troca de mensagens com a babá, abdicou de seu dever moral de ser mãe, por um namorado que conheceu pouco meses antes.
Monique, bela, cedeu a vida de seu filho, e o expôs a brutalidade do animal com quem convivia, pelo status, vaidade, e dinheiro. E olha que ela já tinha um emprego que lhe rendia algo ao redor de 4 mil por mês, mas ao aceitar a boca livre de 12 mil no Tribunal de Contas e mudar-se de Bangu, onde vivia com os pais, para a Barra da Tijuca, deixou-se consumir pelo inferno da ambição e do luxo e não hesitou em ceder seu próprio filho ao sacrifício - infeliz mãe que a distração do destino fez esse inocente garoto ter.
Nos perguntamos estarrecidos: como há gente assim meu Deus? Monique, com seu narcisismo doentio tirou uma selfie na delegacia, onde foi depor, friamente, e um dia após o enterro foi ao salão de beleza.
Custa crer que, como nós, também é humana: matou o filho e foi fazer uma escova no cabelo.