O comediante que se tornou Presidente da Ucrânia é o líder
que mais inspira o mundo, nesse momento. Com um celular e uma extrema
habilidade de comunicar-se com seu povo, buscando, insistentemente, a conversa
com líderes das outras nações, mas, sobretudo, com coragem, ele surpreendeu o
mundo.
Ao recusar-se a fugir (“preciso de armas, não de carona”,
como disse ao anedótico Biden), mesmo sabendo que seria o alvo de Putin, e ao
defender seu país com paixão e integridade, ele foi conquistando corações e
mentes ao redor do mundo, causando manifestações que obrigam o Ocidente a tomar
medidas mais duras contra a Rússia do carniceiro Putin.
Com uma grandiosidade que falta à maioria e a compreensão
exata da liturgia de seu cargo, ele elevou-se, no enfrentamento e no risco.
Caso Putin venha a matá-lo, terá criado um mártir que irá inspirar a
resistência em seu povo. Se prendê-lo, ele será uma voz ativa permanente contra
a ocupação de sua pátria.
Putin deverá ter a vitória da força bruta, mas terá a derrota
do inimigo rejeitado e desprezado. Todos saberão que ele não é mais confiável,
que a paz não poderá mais ser a mesma com ele. Putin será cada vez menor, aos
olhos do mundo e até de seu povo, enquanto o comediante terá cada vez mais
aplausos.
Os que atacam o Presidente da Ucrânia são os medíocres, que,
por serem ínfimos e incapazes, não conseguem entender como alguém se torna um
líder verdadeiro.