Não há nada a esperar do Parlamento brasileiro em relação ao combate a corrupção, especialmente nestes tempos de Fundo Partidário e o inacreditável Orçamento Secreto, como se fosse possível gastar o dinheiro público sem transparência. Os tempos, no entanto, são bizarros e a desmobilização social imposta pela pandemia que tirou a população das ruas foi a sopa no mel para a bandidagem parlamentar e a farra com as verbas públicas.
Com a PGR em férias permanente, o Centrão no auge do poder, a PF com impressionante redução no número de suas operações de combate a corrupção, as verbas públicas somem nas Codevasf da vida e com os pastores do MEC. A imprescindivel prisão em Segunda Instância não consegue avançar em um Congresso com potenciais vítimas da lei. E nós seguimos arcando com a carga tributária cada vez maior e com serviços ruins como sempre, pois dizem não haver recursos suficientes.
Só o povo de volta às ruas poderá conseguir o fim do foro privilegiado, a mudança no estágio da prisão. Do Congresso nao se deve esperar nada, até porque sabemos que de onde nada se espera, nada sai mesmo.