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César Oliveira

A eleição presidencial da rejeição

07 de Agosto de 2022 | 09h 18
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A eleição presidencial da rejeição
Ao passar  o país ao comando de Temer o PT entregou 13 milhões de desempregados, a maior recessão - ou seja, crescimento negativo-  da história, e o  maior projeto de corrupção que já vimos, com vários dirigentes presos, Petrobrás quebrada,  grandes empresários nacionais fazendo acordo para devolução do dinheiro roubado e recuperado pela Lava-Jato. Lula, foi preso, condenado por 12 juízes, mas teve seu processo anulado sem discussão do mérito, apenas das normas processuais. Ao que parece, no entanto, muitos se recusam, sem pudor,  a fazer mea-culpa-  típico, corrupto da minha  ideologia não é defeito-, assim como o próprio partido. Lula tem prometido revogar reformas importantes- Previdência, Teto de Gastos-  fazer controle da imprensa, e o mercado teme a implementação de políticas econômicas da trágica era Dilma. A ficha moral de Lula não é limpa, mas na luta para tirar Bolsonaro do poder, tudo é aceitável, segundo muitos.
Para conter Lula, a devastação política que produziu com o mensalão e o petrolão , muitos optam por votar em Bolsonaro, seu Orçamento Secreto, falta de empatia humana na pandemia,  abraço ao Centrão,  destruição da Lava-Jato, conduzida sem receios por Aras, o pequeno, na PGR, com seu apoio. A Terceira Via consumiu-se no fogo das vaidades e até aqui não deu qualquer sinal de vida nesse confronto do fim do mundo. O interessante é que Bolsonaro vai às ruas com muita gente,  o que já foi feito pelo  PT que não consegue mais manter a militância pública simbolizada na mortadela; já as pesquisas, mostram sempre uma dianteira de Lula e derrota do Bozo, apelido do atual presidente. 
Apesar da onda esquerdista que varre a América do Sul, mesmo com o monumental desastre que são Venezuela e Argentina, será dificil que a eleição se defina no primeiro turno. Ainda assim, resta saber se Lula se beneficiará desses ventos ou Bolsonaro reagirá pelo sentimento anti-petista existente em parte do país. Ao que parece, teremos a eleição do que rejeitamos menos, ao invés, do que aprovamos mais!




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