Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, sexta, 19 de junho de 2026

César Oliveira

A eleição e o 7 de Setembro

07 de Setembro de 2022 | 19h 18
Ouvir a matéria:
A eleição e o 7 de Setembro
É preciso analisar as manifestações do 7 de Setembro com lucidez e sem o viés do ódio a Bolsonaro que toma parte significativa da imprensa brasileira e de seu Judiciário. Ainda que Bolsonaro tenha exibido o seu pior em um palanque que pertenceria ao Estado e não ao candidato( incluindo o machismo habitual e ameaças de golpe contra o STF e os que “jogam foram das quatro linhas”) o fato importante e que interessa é que a multidão que ocupou as ruas surpreendeu pelo tamanho da adesão ao convite do Presidente. Algumas pesquisas mais recentes como a do Instituto Paraná já mostram dados diferentes das demais sugerindo haver um empate técnico entre os candidatos e um inevitável segundo turno.

No palanque, Bolsonaro,  manipula o STF como deseja e Alexandre de Moraes lhe dá os instrumentos com seu “jurismo de punhos”, como no caso da absurda e indescritível busca e apreensão de empresários bolsonaristas por conversas privadas em grupos de mensagens. Ao fazer isso, o STF, dá ao presidente o “inimigo externo”, o discurso de vítima - que ele usa com maestria, diga-se de passagem- para empolgar seus eleitores, como fez hoje. Ao fantasiar-se de perseguido Bolsonaro capta o imaginário popular e o usa a seu favor. As piadas de estética machista que tanto causa horror nada mais é que aquelas que são repetidas em milhares de locais do país. Não são aceitáveis como conversa civilizada de um chefe de nação, mas o eleitor acaba se sentindo identificado em muitas delas.

Por mais que parte da intelectualidade rejeite esse tipo de ato o que importa analisar é se as manifestações mostraram um impacto além do esperado pelos seus adversários, o que de fato aconteceu. A medida que a eleição de aproxima há uma tendência de acirramento de ânimos, mas também de definição do eleitor preso na bipolaridade de Lula- que não consegue se livrar do estigma de corrupto- e Bolsonaro- que não consegue se livrar do golpismo. E parece, pelas imagens, que jogo não está decidido como faziam crer as pesquisas de opinião. Caso tivessem sido um fiasco o resultado enterraria pretensões do candidato e ocuparia todas as análises. Como não foram busca-se apontar eventuais pontos negativos do comportamento pessoal dele. A eleição, que fique claro, não vai se definir por esses detalhes em detrimento ao impacto geral.  Vamos aguardar os resultados das novas avaliações o que irão mostrar. 



César Oliveira LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje