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César Oliveira

Dez fatos sobre a eleição presidencial

05 de Outubro de 2022 | 02h 05
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Dez fatos sobre a eleição presidencial

1- Os institutos de pesquisa- ou delivery de percentuais- foram seriamente desmoralizados por seus erros nas avaliações para governador, senador e presidente. Deveriam ser regulamentadas pelo TSE porque é uma fake-news – isso o TSE não enxerga-  que ameaça a democracia ao manipular a fé do eleitor.  Como está não pode mais ficar.

2- O crepúsculo definitivo do PSDB paulista é o apoio do governador Rodrigo Garcia a Bolsonaro. Vai ter asa de tucano voando para todo lado.

3-Ao final da eleição houve uma onda conservadora que emergiu do Brasil profundo. Ela é maior do que o Bolsonarismo e do que o antipetismo.  É a população que se mostra cansada do ativismo progressista e que elegeu a maior bancada de centro direita que o Congresso já teve.

4- Moro, Rosângela,  Deltan, vão representar a voz dos lava jatistas no Congresso. A eleição de Moro após todo tipo de perseguição foi um tapa na cara de todos que defendem e relativizam a corrupção.

5-Bolsonaro conseguiu o apoio dos governadores dos três maiores colégios eleitorais: Rodrigo, de São Paulo; Zema, de Minas; Cláudio Castro, do Rio, entrando definitivamente no jogo. Moro também declarou apoio a Bolsonaro. E há muita chance de Tarcísio ganhar em São Paulo o que favorece o Presidente. Lula, por sua vez, levou o PDT, sem Ciro, até o momento. Nesse início, Bolsonaro tem se saído melhor nas alianças. 

6-O sistema de votação eletrônica é absolutamente seguro, não cabendo mais nenhuma tentativa de desacreditá-lo como fizeram de forma bizarra e irresponsável o presidente Bolsonaro e os jornalistas a seu serviço.

8- A Bahia tornou-se uma capitânia hereditária lulista, sendo que metade dos votos que ele tem na liderança da disputa no primeiro turno foram obtidos em nosso estado. 

9- A taxa de renovação na Câmara foi de apenas 45%, o que sinaliza que o Congresso não será muito diferente da aberração que é. O fundo partidário ajudou os nomes conhecidos a continuarem no loteamento do poder.

10-Ao fim, foi uma bela festa democrática. O único senão foi dado exatamente por Alexandre de Morais, presidente do TSE, que pilotou um inquérito ilegal, perseguiu conversa de WhatsApp, violou a Constituição, e construiu uma biografia de barbárie legais em suposta defesa da democracia. 

 

 



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