Ministros do STF, perdeu Mané, e a liturgia do cargo
15 de Novembro de 2022 | 22h 45
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Há algo errado quando não sabemos escalar a seleção do país do futebol, mas sabemos de cor e salteado a escalação de Ministros da Suprema Corte (STF). É sinal que os ministros tem ocupado mídia em excesso e exercido um protagonismo que fere o comedimento e a liturgia do cargo que se espera de ministros do STF.
Essa semana, 6 ministros do STF, foram a um evento privado nos EUA falar sobre o Brasil. Ora, é inconcebível que isso aconteça, afinal, ministros não recebem votos para fazerem representação política. Tampouco é de bom tom que participem de evento privado- feito pela Lide, empresa do ex-governador João Dória- e deixem no ar inúmeras questões não respondidas, a exemplo de como se deu o pagamento de passagens e hospedagem no exterior e se houve remuneração pela conferência.
A lei da transparência exige que tudo esteja disponível ao cidadão. E não custa lembrar ao Supremo- que tem rezado fora da cartilha Constitucional autorizando até a barbárie da volta da censura- que eles são empregados do cidadão brasileiro e, portanto, lhes deve satisfação.
Lá fora foram cobrados e ouviram protestos de brasileiros no exterior. A um deles o ministro Barroso respondeu: perdeu, Mané, não amola. É lamentável, lamentável, que o STF tenha perdido a noção de limites éticos, que seus ministros não cumpram o que determina a Carta Maior, e se dirijam dessa forma a brasileiros.
O STF vai construindo sua perda de legitimidade de forma avassaladora e não serão rompantes autoritários que farão com que a recupere.