Há sempre - graças a Deus- o imprevisível no futebol, como mostra o gol da Holanda no minuto final contra a Argentina, mas não é possível perdoar o Tite pela derrota como perdoamos Telê.
O meio campo armado como um deserto de criatividade, o monstruoso erro de posicionamento visto no gol da Croácia, as substituições equivocadas, a escolha do primeiro cobrador do pênalti, tudo isso poderia ser compreendido como erro. No entanto, a postura medíocre de sair de campo deixando seus jogadores( e reafirmado na entrevista que o puxou ainda mais para o pântano da insignificância ao dizer que não comemorava vitória então não ia ficar na derrota, sem entender que seu papel é ser líder e não mero treinador), a sua nauseante linguagem de frases de efeito e almanaque de auto-ajuda, sua impressionante frieza ao deixar o cargo e o time, revelam um Tite narcisista e arrogante típico dessa geração que não tem grandiosidade para perder, não tem humanidade para liderar, não tem respeito pela nação do futebol!
Tite deixa apenas cinzas frias de uma brasa que nunca ardeu. E não é porque perdeu pois amamos apaixonadamente a seleção de Telê que não foi vitoriosa. É porque com R$20 milhões de salário por ano, por oito anos, ele não está nem aí para nossa paixão!
Um treinado sem envergadura que não deu personalidade ao bom conjunto de jogadores, nem vale o que ganhou, prometendo sem entregar.