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César Oliveira

O Aeroporto de Feira e a cuia de esmoler

24 de Dezembro de 2022 | 11h 08
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O Aeroporto de Feira e a cuia de esmoler

Após longa temporada servindo apenas a voos particulares o aeroporto de Feira Santana voltou a receber voos regulares para Recife, aproveitando o hub aéreo instalado por lá. Ao mesmo tempo, a nova empresa detentora da concessão fez uma necessária ampliação e requalificação do Terminal do Aeroporto melhorando o acesso ao usuário. O governo do estado, no entanto, tem cozinhado o Aeroporto de Feira em banho maria sem concluir as desapropriações necessárias e exigidas pela ANAC o que tem sido um entrave.

Nesse meio tempo um caminhão de desculpas fajutas e sem fundamento, incluído a distância de 100 km para Salvador, tem sido apontadas para a subutilização do mesmo, como chegou a dizer o novo ministro da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa. A Tribuna Feirense já mostrou em uma edição exclusiva que um estudo da ANAC feito no governo Dilma apontava um potencial de mais de 200.000 passageiros/ano em nosso Aeroporto, sendo que ele se torna viável a partir de 60.000 passageiros/ano.

O motivo real de não termos avançado é porque isso irá retirar um significativo percentual do Aeroporto 2 de Julho (temporariamente nominado de Luís Eduardo Magalhães) e os tempos de crise e pandemia não foram dos melhores para a malha aérea. Com o fim da pandemia e a volta dos voos a todo vapor esse impacto deve ser menor o que torna essa possibilidade mais real. É inaceitável que continuemos a ter de passar uma cuia de esmoler para termos nosso Aeroporto funcionando. Vale lembrar que já tivemos voo para Campinas ( e nem estamos falando de voo direto para Guarulhos) permanentemente lotado.

Argumenta-se que voos precisam ser desviados para Salvador, algumas vezes, por redução de visibilidade o que aumentaria os custos, por isso seria necessário ter um IFR que permite  permite decolagens, aproximações e pousos mesmo com pouca visibilidade. Nós apontamos o custo quando fizemos a edição passada, mas não o temos atualizada. Vamos buscar essa informação para sabermos a real dimensão do problema, mas digo desde já, que não é algo inviável para o Estado. Aliás, em Campina Grande, um equipamento mais sofisticado foi viabilizado por emenda parlamentar.

O que precisamos é de uma mobilização total da sociedade feirense, entidades comerciais, políticos, para que mais uma vez esse reinício não passe de um voo de galinha. Feira precisa e merece voar. 



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