O governo Lula apresentou algumas boas e importantes medidas
neste início de governo: a intervenção para conter a tragédia dos Yanomami -que
aconteceu sob a cumplicidade imoral de Bolsonaro-, o aumento do repasse para a
fundamental merenda escolar, o reajuste dos valores das bolsas de pós-graduação
como incentivo a ciência, a retomada dos repasses para o programa Farmácia
Popular. O reinício do Programa Pro-Catador, extinto por Bolsonaro, o Bolsa
Atleta e a correta intervenção na Segurança do DF para conter os golpistas insanos,
foram outras medidas acertadas.
Há, no entanto, uma série de medidas negativas como o
aumento de combustível (que ganhou o apelido gourmet de desoneração), ataque a
Leis das Estatais, ao Banco Central, a recusa em condenar a ditadura de Daniel
Ortega na Nicarágua, a parceria com Irã, Argentina, Venezuela, reforçando o
pior do esquerdismo. Além de ter inchado a máquina pública, Lula, diz que não
pretende mais considerar a lista tríplice para indicar o novo Procurador da
República e quer indicar Zanin- seu advogado pessoal- para uma vaga no STF,
tornando a Corte um puxadinho ainda maior de amigos e sem isenção. Aliás, como fez Bolsonaro
com seus indicados.
O governo está sob pressão econômica para manter o PIB acima de 2,9% e o desemprego em 8,1%( o menor em sete anos) entregues por Guedes ao final do governo passado, mas Lula ainda desfruta da natural trégua dos cem dias. Em breve, no entanto, os resultados econômicos começarão a ser cobrados.