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César Oliveira

A infinita luta pelo Aeroporto de Feira

06 de Maio de 2023 | 11h 34
A infinita luta pelo Aeroporto de Feira

A polêmica sobre o Aeroporto João Durval parece ser eterna. Nós mesmos, aqui na Tribuna, já fizemos uma edição especial sobre ele, inclusive mostrando um estudo da ANAC, da época do governo Dilma Rousseff, que mostrava que o Aeroporto tinha plana viabilidade. Todas as opiniões contrárias sem exibição de dados melhores do que os apresentados pela Agência de Aviação do governo não passam de enrolação com o povo da região metropolitana de Feira de Santana.

 Depois do sucesso do voo para Campinas inexplicavelmente cancelado pela indefectível azul, vivemos um tempo de restrição com idas para BH e mais recentemente para Recife, agora, com mais uma empresa, vinculada a TAM. O novo concessionário fez investimentos, ampliou o Terminal, mas o governo do Estado não agiu com a mesma agilidade alegando disputas jurídicas que travavam a desapropriação. Após o novo governo – Jerônimo- assumir, há informações que serão feitas desapropriações de 45 hectares (pouco mais de 90 tarefas) ou 450 mil metros.

O fato grave, extremamente grave, é que essa área deveria ser de 4,318 milhão de metros conforme Decreto Estadual de 2011 do próprio governo. A referida área representaria apenas dez por cento da necessidade de ampliação do aeroporto. Aliás, ela não permitiria  nem sequer  ampliação da pista que tem previsão de ocupar dois mil e duzentos metros sendo que atualmente é de apenas um mil e quinhentos. A SEINFRA divulgou em 2012 que seriam 100 propriedades, mas agora só 14 foram contempladas. A proposta a ser executada diverge do contrato de concessão , portanto o governo precisa renovar o Decreto para que essa área não se torne espaço de construção que inviabilize o equipamento no futuro.

Como aviões não costumam encolher, aliás, ocorre o contrário, Feira, não vai se conformar com um puxadinho ocupacional que nem seria digno da ligação do governador com a região- e ele tem se aproximado bastante da cidade de forma muito correta- , nem do potencial que a segunda maior cidade do Estado e entreposto comercial tem no cenário baiano.



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