A polêmica sobre o Aeroporto João Durval parece ser eterna.
Nós mesmos, aqui na Tribuna, já fizemos uma edição especial sobre ele,
inclusive mostrando um estudo da ANAC, da época do governo Dilma Rousseff, que
mostrava que o Aeroporto tinha plana viabilidade. Todas as opiniões contrárias
sem exibição de dados melhores do que os apresentados pela Agência de Aviação
do governo não passam de enrolação com o povo da região metropolitana de Feira
de Santana.
Depois do sucesso do voo
para Campinas inexplicavelmente cancelado pela indefectível azul, vivemos um
tempo de restrição com idas para BH e mais recentemente para Recife, agora, com
mais uma empresa, vinculada a TAM. O novo concessionário fez investimentos,
ampliou o Terminal, mas o governo do Estado não agiu com a mesma agilidade
alegando disputas jurídicas que travavam a desapropriação. Após o novo governo –
Jerônimo- assumir, há informações que serão feitas desapropriações de 45
hectares (pouco mais de 90 tarefas) ou 450 mil metros.
O fato grave, extremamente grave, é que essa área deveria
ser de 4,318 milhão de metros conforme Decreto Estadual de 2011 do próprio
governo. A referida área representaria apenas dez por cento da necessidade de
ampliação do aeroporto. Aliás, ela não permitiria nem sequer ampliação da pista que tem previsão de ocupar dois
mil e duzentos metros sendo que atualmente é de apenas um mil e quinhentos.
A SEINFRA divulgou em 2012 que seriam 100 propriedades, mas agora só 14 foram
contempladas. A proposta a ser executada diverge do contrato de concessão ,
portanto o governo precisa renovar o Decreto para que essa área não se torne
espaço de construção que inviabilize o equipamento no futuro.
Como aviões não costumam encolher, aliás, ocorre o
contrário, Feira, não vai se conformar com um puxadinho ocupacional que nem
seria digno da ligação do governador com a região- e ele tem se aproximado
bastante da cidade de forma muito correta- , nem do potencial que a segunda
maior cidade do Estado e entreposto comercial tem no cenário baiano.