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César Oliveira

Lula chama ACM Neto de ‘grampinho’, em meio à crise com o União Brasil

12 de Maio de 2023 | 07h 28
Lula chama ACM Neto de ‘grampinho’, em meio à crise com o União Brasil
Foto: Reprodução

Derrotas do Governo Federal em votações no Congresso Nacional levaram a uma crise de articulação política, nesta quinta-feira (11).  Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil, de “grampinho”. Atualmente, o partido, que já fez ferrenha oposição a Lula, integra a base aliada do governo, embora afirme ser independente.

O apelido pejorativo foi dado, em meados dos anos 2000, durante o primeiro governo Lula, por adversários políticos de ACM Neto, quando o então senador Antônio Carlos Magalhães (1937-2007), avô do político baiano, foi investigado por, supostamente, comandar um esquema de grampos telefônicos ilegais no Senado Federal.

A fala de Lula ocorreu durante ato do Governo Federal ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O presidente discursava sobre o processo de escolha da candidatura do atual chefe do Executivo baiano.

Na ocasião, o petista mencionou diálogos com o senador Jaques Wagner (PT-BA), militante histórico da sigla. Ele afirmou que, antes das eleições, desconfiava do potencial eleitoral de Jerônimo, mas que foi convencido por Rui Costa de que ele seria o melhor candidato. “Wagner, vai estar difícil, a gente vai perder. Vamos ver se tem outro nome aí. O cara vai ganhar. Eu vim para cá, Jerônimo (tinha) 3%. O ‘grampinho’, quase 80%”, disse o presidente, que foi interrompido pelos risos da platéia.

Em sua fala, Lula também atacou membros do agronegócio de São Paulo. “Eu quero dizer que venho aqui, nessa feira, só para fazer inveja aos ‘mau-caráter’ de São Paulo, que não deixaram meu ministro participar”, disparou o presidente, em referência a Carlos Fávaro, que comanda a pasta da Agricultura.

Segundo Lula, o ministro teria sido “desconvidado”, após os organizadores da feira de agronegócios de Ribeirão Preto sugerirem que ele fosse um dia depois da participação de Jair Bolsonaro (PL). “Tem a famosa feira lá em Ribeirão Preto, que alguns fascistas, alguns negacionistas, não quiseram que ele fosse na feira, desconvidaram meu ministro”, afirmou.



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