O pai do juiz Eduardo Appio, afastado da 13ª Vara de
Curitiba, foi citado em delação da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato,
pela qual era o responsável. O ex-deputado estadual Francisco Appio (RS) era
filiado ao Progressistas. Na lista de pessoas que recebiam propina da
empreiteira, o político aparece identificado com o codinome “abelha”.
O juiz Appio fez doação para campanha de Lula, usava um
e-mail da magistratura identificado como LUL22, fez várias entrevistas para
blog esquerdista e assumiu a Lava Jato para combater a suposta parcialidade de
Sérgio Moro.
A biografia familiar e atitudes já deveriam ser o bastante
para sinalizar a falta de isenção, mas, ainda assim, ele não se declarou
impedido.
O juiz, no entanto, segundo a Justiça Federal e a PF, usava o
privilégio de seu cargo para consultar dados de acesso restrito e repassar
informações, além realizar telefonema sem identificador de chamada, passando-se
por servidor falso, para o filho do desembargador que o estava investigando,
proferindo ameaça.
Os fatos são extremamente graves e ele está impedido de
acessar o Tribunal. O juiz agiu com absoluta falta de escrúpulos e de ética.