Há mais mistérios entre a terra e o ar ou entre uma escola e
um terreno doado do que supõe a nossa vã filosofia. O pedido de cessão de área do Parque de
Exposições para construção de um Centro de Equideocultura do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (Senar) deu entrada na Câmara há um ano, mas até o
momento a votação não entrou em pauta. A construção não usará recursos
municipais, trará avanços para Feira e não se apontou, até o momento, pontos
obscuros ou negativos do projeto. A presidente, Eremita, em entrevista ao Acorda
Cidade, disse que já foi a Salvador conversar com a CNA, que uma Comissão de
Vereadores já foi a uma sede instalada em outra cidade, para se aprofundar no
projeto, mas não foi o bastante para justificar a lentidão do processo. Afirmou, no entanto, que só teve conhecimento do projeto após assumir sugerindo que
o Presidente anterior não deu seguimento ao processo.
Ela disse ainda que o projeto foi reapresentado, que precisava
passar por Comissões, e que os vereadores iriam apresentar emendas. Apresentar
emendas sem que verbas públicas estejam envolvidas é uma maneira de dificultar
o andamento e criar empecilhos. O que precisa ser avaliado é se o processo é
legal, se haverá prejuízo para a estrutura do Parque e se há benefícios indiscutíveis
para o munícipio. Feito isso, nada justifica retardar a aprovação, exceto
politicagem da pior espécie. Vereadores tem o dever público de questionar, mas tem a obrigação
moral de não prejudicar o povo e a cidade quando as respostas já estão todas
dadas. É hora de responsabilidade.