Um país pode ser analisado de muitos ângulos e pontos de
vista, mas é um consenso que a educação é um ponto fundamental, especialmente
porque temos um mundo que avança rapidamente. As diferenças entre gerações
estão sendo encurtadas e as demandas para conseguir emprego e renda exigem
qualificação e direcionamento ao mercado de trabalho. A educação – claustrofóbica,
dogmática, engessada- não acompanha o mercado, reduz produtividade e retarda o
desenvolvimento do país.
Evidente que se olharmos para 1950 em que 50,6% dos jovens
de mais de 15 anos eram analfabetos e para esse momento em que apenas 5,6%
ainda é analfabeto consideraremos que houve um avanço. O problema, no entanto,
é que diversas outras pesquisas mostram que o analfabetismo funcional atinge
quase metade dos estudantes de nível superior. Ou seja, ensinamos muito mal.
Outro dado visceral e preocupante é a recente Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Educação 2022, divulgada há dias
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou 9,8
milhões de pessoas na faixa de 15 aos 29 anos que não estudam, nem trabalham. Dos 7,1 milhões de jovens de 14 a 24 anos que
não estudam nem trabalham, 60% são mulheres, a maioria com filhos pequenos; e
68% são pretos ou pardos.
Além do drama da gravidez precoce, esses números são avassaladores economicamente, escandalosos educacionalmente, e atestam o fracasso monumental de nossas políticas públicas, o mal que a barganha política e a corrupção que desvia recursos, causam ao país e a essa geração de jovens que se perde na falta de perspectivas.
Governos precisam entregar mais do que promessas!