É preciso parar de confundir civis palestinos com terroristas
do Hamas, e outros, embora eles aproveitem o ódio e a pobreza local para cativarem seus
membros. A invasão a Israel- segundo o Wall Street Journal, apoiada pelo Irã- não
é conflito, mas um ato de violência extrema e desprezo pela vida. A barbárie que
vimos contra idosos, mulheres e crianças é atentado terrorista. E deve ser tratado assim, sem eufemismos.
É evidente, também, que houve uma falha clamorosa do melhor
serviço de espionagem do mundo- o Mossad. Dentro de Israel fica claro que
culpados por esse fracasso terão de ser encontrados, mas a culpa principal é do
ambicioso, inescrupuloso, primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que tem contra
si três acusações de corrupção. Ele vem tentando retirar poder da Suprema Corte
levando o país a uma divisão interna com muitas manifestações de rua contrárias
a essa tentativa.
Ao fazer acordos, para escapar de uma condenação, ele deixou
de privilegiar o único foco que Israel sempre teve que foi sua autodefesa. Ao
mesmo tempo, sua política expansionista tem gerado profunda resistência e sofrimento na Palestina. Com o
país dividido, parece que foi esquecido que Israel é uma ilha de prosperidade
cercada de inimigos por todos os lados e que não descansam.
O sofrimento da população palestina não pode ser desprezado e é preciso que a comunidade internacional trabalhe contra essa situação, mas isso não pode servir de justificativa para a violência brutal contra civis
por um grupo terrorista que explora até sua própria população. A
solução que tanto se espera (dois Estados na região) dá um gigantesco passo
atrás, porque Israel responderá de forma aniquiladora contra o Hamas.
Agora, é torcer para que, em algum momento, essa escalada de
terror e medo seja terminada.