A humanidade, ao longo de existência, tem um extenso saldo
de barbáries, a exemplo do genocídio Armênio( Turquia), o Holodomor ( comunismo de Stalin, na Ucrânia, com 7 milhões de mortos). Nada, entretanto, é similar nos
tempos mais modernos ao Holocausto contra os judeus. Já tive oportunidade
visitar um campo de concentração ( o único dentro da Alemanha) e o Museu do
Holocausto, em Berlim. Na visita ao Campo ainda podemos sentir calor no lugar
dos fornos crematórios. No Museu, podemos ler as
desesperadas correspondências de famílias e a lista daquelas que foram
extintas.
Recomendo a leitura de Em Busca de Sentido, de Victor Frankl,
criador da logoterapia e sobrevivente de Auschwitz, para quem quiser entender o que era estar na
condição que ele viveu e as pequenas misérias pela sobrevivência.
Os judeus são um povo nativo da região do Levante,
especificamente da Palestina. Assim, Israel,
recebeu um estado da ONU e construiu uma
verdadeira democracia- a única- no Oriente Médio, um sinal permanente de ofensa
e liberdade para ditaduras que matam gays e apedrejam mulheres. Já os
Palestinos ainda não conseguiram avançar, especialmente porque estão dominados
pelo grupo terrorista Hamas, treinado pelo Irã, e que usa o povo
palestino como escudo humano, construindo esconderijos sob hospitais, como tem
mostrado fontes independentes. Cabe ressaltar que 20% da população de Israel já
é composta por árabes.
Disto isto, fica claro que o Hamas não é o povo palestino e,
sequer, a causa palestina, embora o estado de miséria e sofrimento desse povo
acabe facilitando o recrutamento de terroristas.
Do mesmo modo, o governo extremista de Netanyahu- o pior
líder de todos os tempos entre os judeus- levou a divisão do país criando um
inimigo interno e desfocando o estado da defesa de seus inimigos externos. Ao
mesmo tempo, ele conduziu uma política expansionista de assentamento ilegais na
Cisjordânia, desrespeitando acordos existentes.
Foi assim- e com informações de dentro- que o Hamas produziu o maior
atentado contra os judeus, desde o Holocausto. Não custa lembrar, também, que Netanyahu permitiu que o Catar financiasse o Hamas com U$1,5 bilhão de dólares. Por fim, a divisão interna deixa claro, no entanto, que
o povo judeu não é o governo de Israel.
Não se pode fazer nenhuma concessão – repito, nenhuma- na
condenação ao Hamas, que precisa ser extinto, mas não se pode negar que em cada
morte desse atentado não haja a assinatura de Netanyahu. A sua “ ira justa”- e que já enfrenta oposição
dos EUA e da França, apesar do apoio- e necessidade de demonstrar força aos
cada vez mais poderosos inimigos, não dão autorização a Netanyahu para usar a
situação na construção de sua salvação política- em verdade o povo judeu
deveria considerá-lo um traidor, pois, preferiu tentar suprimir a Suprema Corte
a cuidar da defesa de Israel, colocando o país em perigo.
Uma criança palestina vale tanto quanto uma criança judia e o
restante das nações do mundo precisam agir de forma imediata pressionando pela criação
dos dois estados- sem o Hamas- na região.
O povo de Israel, no entanto, precisa fazer sua parte
afastando Netanyahu do poder da forma mais firme, possível. A manutenção da
atual condição está levando a uma onda de renascimento do antissemitismo em
todo mundo- judeus já foram agredidos na Austrália e Rússia- que não se
justifica apenas pela situação atual. Ela mostra que há uma chaga, um substrato
do Holocausto, incorporado ao imaginário de muitos. A crítica a Israel é
legítima, o antissemitismo é apenas a exibição de uma miséria moral
inaceitável.