Com grande sensibilidade para cuidar de jardinagem de rodovias a Concessionária, Via-Bahia, segue dando seu melhor no aparar da grama da BR 324. O mesmo não pode ser dito da malha asfaltática, apesar do presente de Natal que ela entregou aos motoristas da Feira- Salvador: o reajuste do pedágio. Não que tenha refeito os acostamentos, a sinalização, ou recuperado o asfalto- desnivelado, com buracos, com remendos, que desestabilizam os veículos- apenas aplicou o aumento como se nada houvesse a entregar antes de empurrar a faca no bolso do cidadão. Nenhum cronograma de intervenções, nenhuma ação de recuperação, que alimentasse a sensação de ato justo com o dinheiro do cidadão.
Ninguém consegue tornar transparente a gestão da Via-Bahia ou obrigá-la a qualificar o acesso. Evidente que houve melhora do ajardinamento e do sistema de apoio a acidentes, mas isso não é bastante- aliás, é o mínimo- que se espera. Uma CPI da Assembleia, ação do MP, discursos de Ministros do Transporte desse e do governo passado, não produziram sequer cócegas na indiferença da intocável empresa. A Agerba, ninguém sabe, ninguém viu. O governo faz de conta que não tem nada a ver com isso.
Ao que parece, o Chapolin Colorado e o Batman desistiram da empreitada por considerarem a missão de obrigar a empresa a melhorar o asfalto de elevada chance de fracasso. Nesse fim de ano precisei ir muitas vezes a Salvador e trafegar por ela é muito irritante.
Nada posso fazer. Só me resta pagar, tomar um Engov e dirigir.