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César Oliveira

Israel, Hamas, genocídio e a guerra de narrativas.

13 de Janeiro de 2024 | 20h 23
Israel, Hamas, genocídio e a guerra de narrativas.

A guerra entre Israel e o Hamas é, também, uma guerra de narrativas que busca conqutar corações e mentes ao redor do mundo. Um antisemitismo latente explodiu e foi escancarado levando, inclusive, à renúncia de reitoras das três maiores Universidades dos Estados Unidos, inclusive a de Harvard, que foi acusada de plágio em sua pequena biografia científica. Claudine Gay chegou ao cargo dentro de uma política de cotas raciais e não, exatamente , pelo brilho científico. 

É preciso, no entanto, não se deixar dominar pelas tentativas de manipulação de um ou de outro lado levando em consideração os seguites pontos:

1- Genocídio é uma intenção deliberada de exterminar um grupo étnico, religioso, racial ou nacional.

2- Desse ponto de vista a intenção de genócídio teria de ser aplicada ao Hamas que tem no seu estatuto, como objetivo,  a destruição e extermínio de todo povo de Israel; já Israel não pretende exterminar os palestinos, mas apenas o grupo armado de terroristas do Hamas.

3- Não é possível qualquer concessão ao Hamas. È um grupo terrorista, apoiado pelo Irã, que cometeu um ataque brutal contra civis, com sequestro de idosos, crianças, estupro de mulheres, decapitação de reféns. Nenhum tipo de alívio pode ser aplicado a ele. Não existe, mas, porém, ou aceitar qualquer tentativa de negar sua amoralidade.

4- O Hamas usou o dinheiro recebido não para melhorar a vida em Gaza, mas para construir túneis subterraneos de onde trava sua guerra, usando hospitais, escolas, como esconderijo e escudo. O Hamas explora os palestinos de Gaza.

5- Israel tem o direito de se defender, até porque se não o fizer será destruído, isso, no entanto não dá direito a Israel de matar milhares de civis e crianças em nome de sua " justa ira". Não há limites para Israel? A vida desses civis e dessas crinças não importam? È claro, indiscutivel, que ele já passou dos limites e mesmo seus aliados, como os EUA, já sinalizam que ele deveria buscar uma guerra de execução de terroristas, não de massacre de civis. E buscar libertar os reféns como exigem os próprios israelenses. E ser contra a manutenção do modelo de luta de Israel não é ser antissemita, nem antisionista. Isso é apenas a narrativa que Israel usa para justificar as mortes desnescessárias.

6- O governo extremista do execrável primeiro-ministro Netanyahu- o grande responsável pela falha que resultou na invasão do Hamas e pela qual deve ser punido- não representa o povo israelense, assim como, do mesmo modo, o Hamas, não representa o povo palestino. 



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