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César Oliveira

A hipocrisia no STF com a nomeação de Lewandovski e os riscos para a democracia

13 de Janeiro de 2024 | 20h 45
A hipocrisia no STF com a nomeação de Lewandovski e os riscos para a democracia

O ministro Lewandowski, enquanto esteve no STF, sempre tomou decisões que beneficiaram o PT e Lula. Criou o incrível impeachment sem perda de direitos políticos, salvando Dilma; anulou as provas contra Lula do  acordo de leniência da Odebrecht; mudou parte da Lei das Estatais que liberou nomeação de políticos para essas empresas. Aliás,  alegou suspeisão do ex-juiz Sérgio Moro,  afirmando que ele agiu por " razões e interesses pessoais" para ajudar Bolsonaro. Embora, nós saibamos que no período em que Moro condenou Lula o ex-presidente Bolsonaro sequer era candidato. 

Como fica o STF com a nomeação de Lewandowski para Ministro da Justiça,  de Lula? A hipocrisia do silêncio mostra que em verdade não importam os fatos, mas quem está por trás dos fatos. O STF desce mais um degrau na confiança da população, rasga a máscara e assume de vez seu papel político de grande " influencer" da eleição de Lula. Assim como disseram de Moro podemos dizer que todas as decisões de Lewandovski estavam contaminadas por suas " razões e interesses pessoais" de ter uma cargo na presidência de Lula. É escandaloso o pantâno moral em que mergulha o STF.

O Congresso nacional cometeu um desatino em aprovar Flávio Dino - ex- sócio de Gilmar em sua Universidade- para o STF , garantindo a dança do troca-troca. Essa afinidade , consórcio STF&Lula, leva a uma concentração inimaginável de poder no STF e nós sabemos que o poder nunca é um bom conselheiro. Nada do governo será contido pelo STF e nada que o STF queira poderá ser negado pelo governo.

Quando o STF perde sua posição de imparcial, de denominador final de conflitos, e adere - sob a mais manipulada das narrativas de golpe- a um projeto de governo, destroi totalmente o que restava de credibilidade, de confiança nas suas intervenções. A expectativa que o Congresso pudesse reagir é cada vez mais limitada exatamente pela afinidade entre os ocupantes do poder Judiciário e do Executivo. Ninguém vai querer correr os riscos. E isso é uma ameaça para a democracia. Um risco que já se mostrou  no "golpe eleitoral" mediado pela Justiça; censura ( " só essa vez", triste Carmem Lúcia); atrocidades nos procedimentos jurídicos; total anulação do combate a corrupção que esteve intrisicamente ligado a Lula e ao PT.

Teremos tempos terríveis. 



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