Dez pontos que precisam ficar
muito claras nesse episódio envolvendo Lula, Hamas e Israel.
1-Governo de Netanyahu não é o
povo judeu, assim como o Hamas não é o povo palestino.
2-Hamas é um grupo terrorista
cujo objetivo em seu estatuto é o genocídio do povo judeu e o extermínio do
estado de Israel. É alimentado pelo Irã. Foi eleito em um processo eleitoral suspeito
de fraude para governar Gaza e desvia os milhões que recebe para sua guerra de
terror, ao invés de melhorar as condições de vida dos cidadãos de Gaza. Escolas, hospitais e mesquitas são usadas como
escudo, cavando túneis em suas estruturas. Usa o estupro como arma de guerra.
Matou, decapitou, queimou pessoas vivas, violentou, mais de 1200 civis israelenses, incluindo crianças. E fez
mais de 200 reféns. Não há nenhuma concessão a ser feita ao grupo, que deve ser
extinto.
3-Netanyahu é um extremista de
direita, acusado de corrupção, que tentou suprimir poderes da Suprema Corte de
Israel. Foi incompetente em proteger seu povo, resultando no ataque do Hamas
que traumatizou seu país. Tenta usar o direito natural de defesa de Israel para
evitar sua queda e prisão. Muitos atos que tem cometido se aproximam de crimes
de guerra. Ele representa o pior de Israel, não do povo judeu. E não oferece
nenhum futuro ao seu próprio povo exceto ódio, violência e vítimas.
4- Discordar do governo de Israel
não é antissemitismo, nem antissionismo, tampouco compactuar com os terroristas
do Hamas. O grupo ainda não libertou os reféns- o que só agrava sua estupidez moral- e
é preciso que seja afastado do poder para que outra força governe Gaza.
5- Israel tem o direito de se
defender, até porque, se não o fizer, será eliminado sem piedade pelos inimigos, mas não pode desconsiderar os civis. Os que se
escoram na barbárie que o Hamas cometeu para
legitimar tudo que Netanyahu faça esquecem que do outro lado, civis, inclusive
crianças, estão morrendo e que mais de 1 milhão de pessoas já foram deslocadas
de suas casas e estão sofrendo terrivelmente. Um humano civil de um lado não é
mais importante que um civil do outro lado. Crianças choram o mesmo choro. Do
mesmo modo, não se pode usar a causa
palestina para legitimar a ação criminosa, selvagem, do Hamas.
6-É preciso que o mundo pressione
para que a solução de dois estados com fiscalização e controle internacional
seja transformado em realidade.
7- Os acordos entre Arábia
Saudita e Israel que estavam avançando contrariam a geopolítica de domínio do
Irã. Essa é uma das motivações políticas para o ataque do Hamas e não apenas a causa palestina.
8-Comparar os ataques de Israel, em Gaza, com o Holocausto judeu feito por
Hitler que criou uma máquina de matar com campos de concentração, fornos
crematórios, com o objetivo de exterminar uma raça é uma ignorância, uma infâmia
com os 6 milhões de mortos( metade da população de judeus à época) e seus
familiares. O terror em estado máximo que foi o Holocausto é uma mancha do mal
na história da humanidade, não pode ser comparado a nada e não pode ser
banalizado pelo vandalismo retórico de Lula.
9-Lula errou e cometeu uma ignomínia ao citar o Holocausto. Deveria pedir
desculpas ao povo judeu- ainda que não a Netanyahu-, mas está certo ao criticar
o governo de Israel por abusos na operação de caçada aos criminosos do Hamas,
uma ação que grande parte dos líderes do mundo já enxerga como excessiva. Ao mesmo tempo, deveria condenar o Hamas com a mesma severidade e exigir a libertação dos reféns.
10- 20.000 cidadãos de Gaza
trabalhavam diariamente em Israel. A convivência pacífica tem mais a oferecer
do que a tragédia da guerra.