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César Oliveira

O oportunismo da nomeação de Paulo Pimenta como ministro Extraordinário para o Rio Grande do Sul

18 de Maio de 2024 | 20h 01
O oportunismo da nomeação de Paulo Pimenta como ministro Extraordinário para o Rio Grande do Sul

A enchente do Rio Grande do Sul é uma tragédia que muda futuros, dilacera memórias, amputa destinos, que precisam ser reinventados. Ela vai muito além dos mortos. Por isso, é preciso contenção, mais que exibicionismo; respeito, mais que aproveitamento político.

A nomeação de Paulo Pimenta, canidato a governador,  como ministro Extraordinário para o estado, por Lula, soou mal pelo excesso de oportunismo político em momento tão terrível. Não é apenas a questão do apoio material e financeiro ao estado, mas a proximidade humana, a preocupação primária com o sofrimento duradouro. Ao invés disso, Lula, serviu palanque. A nomeação desagradou a grande imprensa e até a esquerdista Folha o criticou. Foi um ato desnecessário de Lula.

 Folha de S. Paulo:

“O governo Luiz Inácio Lula da Silva contaminou a tarefa de lidar com a tragédia climática do Rio Grande do Sul, já complexa ao extremo, com um lance de oportunismo político rasteiro”.

 Estadão:

“Ao  escolher como titular da pasta o agora ex-ministro-chefe da Secom Paulo Pimenta, Lula não escondeu que pretende explorar politicamente a tragédia daquele Estado. Para que não restassem dúvidas, o demiurgo petista transformou o anúncio das medidas num comício obsceno, em que anunciou até que vai disputar ‘mais dez eleições’”.

 O Globo:

“A nomeação de Pimenta, candidato potencial ao governo do Rio Grande do Sul pelo PT sem experiência na gestão de catástrofes, transparece mais oportunismo político que preocupação genuína com a população que perdeu tudo e, mais que nunca, depende da ajuda do Estado”.



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