Um dos raros avanços jurídicos desse país de atrasos da Justiça foi a delação premiada. Ela nos permitiu conhecer o monumental projeto de poder sustentado pela corrupção que foi montado por Lula e que teve seu modus operandi revelado no Mensalão e Petrolão. A delação permitiu que milhões fossem devolvidos aos cofres públicos e nos revelou o departamento de propinas da Odebrecht com seus inesquecíveis apelidos.
A delação também permitiu que Mauro Cid, braço militar de Jair Bolsonaro, revelasse toda preparação golpista do ex-capitão expulso do Exército e sua afinidade com a venda clandestina de jóias.
Mais recentemente a delação permitiu que fosse descoberto o mandante do crime de morte da vereadora Marielli, do RIo de Janeiro.
Agora, sob a inspiração do nefasto , delatado, suspeito, Arthur Lira, presidente da Cãmara, um projeto incrível que nasceu sob inspiração de um deputado petista há oito anos e agora renovado por um deputado bolsonarista, foi aprovado para tramitação em regime de urgência. Ele proibe a delação premiada de presos.
Como se pode ver, para além do jogo de cena, Lula e Bolsonaro, caminham com interesses comuns para dificultar o combate aos crimes de corrupção. É abjeto!