Celebramos o Natal, não pela esperança do que virá, mas por
termos vencido a perigosa travessia que a vida moderna anda nos oferecendo, tentando
mudar nossos valores, nos impondo a tolerância com o intolerável e a intolerância
com o que deveria ser tolerado. Estamos aceitando apertar a mão dos corruptos
como se ela não fosse um crime hediondo que mata, amputa, destrói todo esforço
do humano para ser correto, trabalhador e bom. Querem que aceitamos como parte
do jogo o que é inaceitável em qualquer dos três poderes. Por outro lado, estamos
intoleráveis, treinados em ódio que somos, com o vizinho do som, o motorista do
trânsito, o professor da escola, o motorista do aplicativo, o torcedor do time adversário.
Rugimos com os pequenos e nos calamos diante dos grandes.
Não, não podemos aceitar essa completa inversão de valores.
Nós não podemos ser massa de manobras para ganhos de exploradores políticos, oportunistas de ocasião, totalitários
travestidos de membros da lei, do governo, aproveitadores de politicas woke, ou, simplesmente, gente sem caráter que hipnotiza com quinquilahrias seus seguidores nas redes sociais e templos de aluguel.
Nós somos mais, nós podemos mais. É preciso que cada um de vocês resgate dentro de si o cidadão honesto, correto, trabalhador, que pode ser. Que deixemos que a generosidade, a tolerância, a amizade, sejam os valores que nos aproximam e nos façam compreender o outro. Que amemos a vida verdadeiramente a ponto de defendermos a vida de todos. Que compreendamos o valor que a família tem e como ela é nosso legado, nossa imensa luta para mudança do universo. Sejamos exemplo e exemplos arrasntam.
Assim, usemos o Natal, não para comprarmos e comermos o
possível e o impossível, mas para fincarmos os pés no humano que somos e lutarmos
por mais compreensão, parceria, integridade, em nossas relações.
Quando nos fazemos, nós fazemos também o outro.