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César Oliveira

A parte de Lula e Bolsonaro na guerra contra a maior potência do mundo

19 de Julho de 2025 | 20h 30
A parte de Lula e  Bolsonaro na guerra contra a maior potência do mundo

Nenhum país do mundo recebeu uma tarifa tão pesada como o Brasil, nem tampouco teve ministros da Suprema Corte punidos com suspensão do visto de entrada nos EUA. É lógico, portanto, que a ação vai além da mera diferença da balança comercial – positiva aos EUA, diga-se de passagem- e tem um componente político que inclui Bolsonaro e Lula.

Não há dúvidas que Bolsonaro estimulou e tentou de todas as maneiras criar condições para um golpe militar, contido pela não adesão das Forças Armadas- e não há golpe sem armas. A desordem em Brasília não foi o bastante para vencer a resistência existente. Não se pode negar que a família Bolsonaro e outros jornalistas Bolsonaristas buscam nos EUA uma intervenção contra o julgamento do ex-presidente e sua inevitável prisão.

Há, entretanto condições que favoreceram a intervenção de Trump. Uma delas é a prática de censura, atuação contra empresas americanas, do STF, além da completa destruição do devido processo legal que é promovida por Alexandre de Moraes. Diversos juristas já mostraram em exaustivas discussões todas as violações que ele promoveu no seu “ inquérito do fim do mundo”. Claro que essas violações e o peso excessivo das penas aplicadas no processo servem para Bolsonaro criar a narrativa de perseguição. Do mesmo modo que as últimas ordens de Moraes contra Bolsonaro se deu após as medidas de Trump, o que é um erro de oportunidade. As medidas contra Bolsonaro- a maioria prevista em lei- não pode se dar porque Trump fe ou não fez algo e sim pela necessidade do processo.

Por outro lado, é preciso que a parte da responsabilidade de Lula seja colocado de forma explicita, afinal, ele tem um permanente discurso antiamericano, é aliado da Rússia e da China e defendeu o Irã- país que financia grupos terroristas- dos ataques americanos. Além disso chamou Trump de nazista e propôs um golpe fatal nos EUA- a mudança do dólar como moeda de referência. Ora, Trump não pode tolerar isso jamais.

A reação era inevitável e foi grave, pois há impactos econômicos importantes. Nenhum país dos Brics tem um discurso tão agressivo contra os EUA como o Brasil. A escolha de Lula de cutucar o leão com a vara curta foi deliberada. O problema é que a conta será paga pelo brasileiro comum. 



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