A três dias da entrada em vigor das tarifas propostas por
Trump para o Brasil, continuamos sem um interlocutor para negociar os 50%
propostos pelos EUA. Os senadores que foram aos EUA apenas usufruÃram de um
convescote remunerado, pois não tiveram acesso ao Presidente nem possuÃam uma
proposta validada pelo governo brasileiro.
O chanceler Mauro Vieira, insÃpido, inodoro e incolor, não
tem projeção alguma diante do governo americano. Embora esteja em território
dos EUA, disse que só irá negociar se for procurado pelo governo de lá,
mostrando uma soberba estarrecedora.
O feitor dos bastidores e verdadeiro condutor de nossa
polÃtica externa para a marginalidade diplomática — Celso Amorim — atacou os
EUA mais uma vez em artigo no Financial Times. Foi inoportuno e inadequado.
Alckmin se esforça, mas Trump não aceitará não conversar com
Lula. Este, por sua vez, tem dificuldades pela quantidade de vezes que já
ofendeu Trump e porque — como sempre demonstrou — querer levar o Brasil para os
braços da China, Rússia, Irã, Venezuela, Cuba, em alinhamento ideológico claro, explÃcito e
escancarado. O antiamericanismo de Lula é visÃvel e, não
se pode negar, transparente.
Estamos, portanto, sem interlocutor qualificado, sem
proposta de negociação e sem vontade de negociar, ao contrário dos outros grandes
paÃses do mundo.
A fatura irá chegar.