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César Oliveira

Banco Master, Petróleo e algo de podre em Brasília

06 de Janeiro de 2026 | 17h 09
Banco Master, Petróleo e algo de podre em Brasília
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Nunca antes, na história desse país, a liquidação de um Banco podre mexeu com tantos poderosos em Brasília e no centro financeiro do país. O escândalo começa com o espantoso contrato de R$ 129 milhões com a mulher do ministro Alexandre de Moraes, que chegou a ir a uma reunião na casa de Vorcaro e está sendo acusado de pressionar o Banco Central para salvar o banco criminoso.

No mesmo movimento, Toffoli, o ministro que anula penas de corruptos confessos e perdoa multas, chama para si o sigilo do processo, após ter voado em avião privado com  o advogado do réu, para ver o jogo do Palmeiras.

Ao mesmo tempo, tenta ultrapassar a PGR e a PF e determina acareação, antes mesmo de haver depoimentos dos acusados, uma inovação jurídica do ministro que nunca foi aprovado em concurso para juiz.

Como o movimento não deu certo, o TCU, de forma inédita, resolveu investigar o Banco Central, após o fechamento de 150 bancos. O ministro, comprador de cavalos de raça, já anunciou que pretende proibir o BC de vender ativos do Master. Não custa lembrar que o governador de Brasília,  Ibaneis – o assombroso –, mandou o BRB comprar R$ 12 bilhões em papel podre do Master.

No mesmo movimento, a Globo começa a publicar uma série de denúncias contra Alexandre de Moraes. Aos poucos, vamos descobrindo que Vorcaro investiu em poços de petróleo na Venezuela (US$ 150 milhões) e que a JBS, do famoso Joesley Batista, também tinha poços de petróleo por lá, mas o negócio foi colocado em sigilo absoluto, pelo Governo Lula, apesar de ter prometido, em campanha, que não haveria sigilo nenhum.

Agora, descobrimos que influenciadores receberam proposta milionária para defender o Master da liquidação, atacando o Banco Central. É o maior movimento de proteção que já vimos a um banqueiro imoral e acusado de corrupção. Tamanho esforço sugere que afeta projetos grandiosos, figuras importantes e volumes bilionários de recursos na ponte Venezuela-Brasil. E, certamente, com impacto na eleição de 2026.

Ah, e para não faltar nenhum molho nessa moqueca, o sócio do Master é da Bahia e cresceu com o Credcesta!



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