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Valdomiro Silva

Mais um encontro polêmico envolvendo José Ronaldo; Wagner tenta explicar e, aparentemente, se contradiz

Valdomiro Silva - 28 de Janeiro de 2026 | 18h 54
Mais um encontro polêmico envolvendo José Ronaldo; Wagner tenta explicar e, aparentemente, se contradiz


Uma semana depois de chamar a atenção de todos os analistas políticos no Estado, ao encontrar-se com o manda-chuva do MDB, Geddel Vieira Lima, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, retorna ao noticiário por mais uma reunião que mexe com o imaginário de muita gente. Nesta quarta, ele esteve com uma influente dupla de lideranças do PT baiano, o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner.  Lógico que o encontro atiçou a Internet, sendo este o principal prato do dia para os articulistas dos meios de comunicação no Estado, rivalizando com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD do senador Otto Alencar. 

Paira, nesta nova reunião, a mesma dúvida que restou da anterior: se a conversa foi para tratar de política, uma possível aliança entre o cacique do União Brasil e a reeleição de Jerônimo, ou para assuntos de menor complexidade. Com Geddel, segundo o prefeito, não se discutiu absolutamente nada de uma possível aproximação com a candidatura do petista, nem de levar o MDB para as bandas de ACM Neto, o virtual candidato da oposição nas próximas eleições.

Agora, no encontro com o governador e o senador, o assunto em pauta foi explicado dessa maneira, pelo senador  Jaques Wagner, ao portal Bnews: "Fomos conhecer uma proposta, que ainda está em fase de projeto, de um parque urbano para Feira de Santana. Então, não passou disso, não teve uma conversa política. O governador recebeu uma proposta de um parque urbano, uma área verde, para Feira de Santana e foi mostrar para o prefeito, lá. Foi só isso". Ronaldo, por sua vez, ainda não falou à imprensa sobre a reunião.

A justificativa de Wagner merece uma reflexão. Primeiro, porque uma reunião para discutir sobre uma área verde para Feira de Santana, talvez, salvo melhor juízo, seria algo para ser tratado pelo prefeito, seu secretário de Meio Ambiente, o governador ou seu representante. A presença do senador, evidente, não chega a ser estranha.  Mas  comum, não é. Segundo porque a fala do ex-governador guarda uma discreta contradição, coisa clássica das desculpas não muito bem concatenadas. 

Atenção: inicialmente, ele diz "fomos conhecer uma proposta ainda em fase de projeto...". Não dá a entender  que ele e Jerônimo foram conhecer a ideia, que seria apresentada por Ronaldo? Em seguida, informa que "o governador recebeu uma proposta e foi mostrar para o prefeito". Jerônimo recebeu proposta de quem? Não parece ter se confundido? Pois é. Este é mais um "evento" fortemente midiático, a ser interpretado de várias formas, e que, aparentemente, guarda segredos que somente devem ser desvendados um pouco mais adiante. Por ora, nada mais há a fazer que especular. Cada um que faça a sua aposta.




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