O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu marcar, para o dia 25 de fevereiro, o julgamento definitivo sobre a decisão do ministro Flávio Dino de suspender o pagamento dos penduricalhos ilegais nos Três Poderes da República.
Nesta quinta-feira (5), Dino expediu liminar para determinar que as verbas indenizatórias
sem base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias. A votação dos demais
ministros da Suprema Corte ocorrerá durante sessão presencial.
Penduricalho é o termo usado para designar benefícios
concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório
constitucional, de R$ 46,3 mil, valor equivalente ao salário dos ministros do
STF.
Dino afirmou que há um “fenômeno da
multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a
Constituição Federal. O
magistrado usou o pagamento do “auxílio-peru” e do “auxílio-panetone” como
exemplos de ilegalidade. Estes são benefícios extras pagos a cada final de ano.
De acordo com o ministro, a
suspensão deve ser cumprida em todo o Brasil, valendo para os poderes Judiciário,
Executivo e Legislativo federais, estaduais e municipais.
*Com informações da Agência Brasil.