O ministro José Antonio Dias
Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (12),
que a Polícia Federal (PF) envie os dados dos celulares arrestados durante o
cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão referentes à investigação
que apura as fraudes no Banco Master. A instituição financeira foi liquidado
pelo Banco Central (BC).
A decisão do magistrado foi tomada a pedido da defesa dos
investigados e ocorre após a PF informar ao ministro Edson Fachin, presidente da
Suprema Corte, que encontrou menção ao nome de Toffoli, em mensagem, no celular
do banqueiro Daniel Vorcaro. O teor não foi divulgado, pois o caso corre em segredo
de Justiça.
A partir da decisão do ministro citado, a Polícia Federal também
deverá enviar, ao STF, laudos de perícia que já foram produzidos e outras mídias
eletrônicas apreendidas.
Em janeiro, Dias Toffoli recebeu uma onda de críticas, por
permanecer como relator do caso, após matérias jornalísticas darem conta de que
a PF encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco
Master. O fundo teria comprado uma participação no resort Tayayá, localizado no
Paraná. A propriedade seria de familiares do magistrado.
Mais cedo, Dias Toffoli divulgou nota à imprensa, por meio da
qual confirmou que é um dos sócios do
resort, mas alegou não ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.
Suspeição – Após ser informado de menção ao nome
de Toffoli, Fachin abriu um processo
interno, determinando a notificação do ministro para apresentar defesa.
Caberá ao presidente do STF deliberar se Toffoli continuará ou não como relator
da investigação do Master.
*Com informações da
Agência Brasil.