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  • Feira de Santana, segunda, 22 de junho de 2026

César Oliveira

Trump e o poder: nenhum inimigo está mais a salvo

28 de Fevereiro de 2026 | 22h 12
Trump e o poder: nenhum inimigo está mais a salvo

A ação meticulosamente planejada — que utiliza tropas de treinamento incomparável e armamentos modernos em intervenções cirúrgicas e diretas, com perdas inexistentes para o lado americano — tornou-se o novo modelo de projeção de poder dos EUA. Trump exibiu essa estratégia ao mundo ao depor e prender o ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Tal modelo é precedido por um sofisticado serviço de inteligência e pela cooptação de parceiros mediante intensa pressão política e negociações.

Agora, contra o Irã, Trump repete o feito, embora de forma mais expansiva e com resultados mais incertos. Toda a defesa iraniana baseava-se na suposição de um ataque noturno de Israel, como nos episódios anteriores; desta vez, porém, o objetivo era distinto. No momento em que os líderes do país se reuniram, Trump autorizou a ação: um golpe preciso e letal que eliminou o líder acusado de reprimir ferozmente os últimos protestos, resultando na morte de mais de 30 mil iranianos.

Embora existam questões legais e geopolíticas discutíveis, a mensagem central é clara: aqueles que os Estados Unidos consideram inimigos já não estão a salvo. Com o anúncio da disposição de agir contra Cuba, já não se pode duvidar de que Trump levará seus planos adiante.



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