A ação meticulosamente planejada — que utiliza tropas de
treinamento incomparável e armamentos modernos em intervenções cirúrgicas e
diretas, com perdas inexistentes para o lado americano — tornou-se o novo
modelo de projeção de poder dos EUA. Trump exibiu essa estratégia ao mundo ao
depor e prender o ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Tal modelo é precedido
por um sofisticado serviço de inteligência e pela cooptação de parceiros
mediante intensa pressão política e negociações.
Agora, contra o Irã, Trump repete
o feito, embora de forma mais expansiva e com resultados mais incertos. Toda a
defesa iraniana baseava-se na suposição de um ataque noturno de Israel, como
nos episódios anteriores; desta vez, porém, o objetivo era distinto. No momento
em que os líderes do país se reuniram, Trump autorizou a ação: um golpe preciso
e letal que eliminou o líder acusado de reprimir ferozmente os últimos
protestos, resultando na morte de mais de 30 mil iranianos.
Embora existam questões legais e
geopolíticas discutíveis, a mensagem central é clara: aqueles que os Estados
Unidos consideram inimigos já não estão a salvo. Com o anúncio da disposição de
agir contra Cuba, já não se pode duvidar de que Trump levará seus planos
adiante.