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  • Feira de Santana, quinta, 11 de junho de 2026

Esporte

Neymar: amado e rejeitado, mas um gênio que pode, sim, ajudar o Brasil na Copa

VALDOMIR0 SILVA - 11 de Junho de 2026 | 15h 12
Neymar: amado e rejeitado, mas um gênio que pode, sim, ajudar o Brasil na Copa
Foto: Facebook de Neymar Jr

Na política, nos negócios e também no esporte, há vários exemplos de personalidades que são amadas, por muitas pessoas, mas também odiadas por outras tantas. No Brasil, temos exemplos como o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro, para citar nomes que estão na memória mais recente de todos nós. E no campo esportivo, o caso mais polêmico dos últimos anos é o de Neymar, jogador de futebol revelado pelo Santos, para onde retornou após passagem brilhante pelo Barcelona, uma experiência não muito bem sucedida tecnicamente no PSG e outra desastrosa no mundo árabe, esta última por conta de lesões.

A convocação para a Seleção Brasileira, que disputará a Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México, mostrou o nível de apoio e de rejeição do craque, em seu país e também no exterior. O anúncio dos selecionados pelo técnico italiano Carlo Ancelotti causou enorme expectativa entre os aficionados do futebol. Os milhões que defendiam a presença do jogador no escrete canarinho fizeram verdadeira campanha, enquanto o outro contingente, contrário ao chamado dele, fez movimento posto. 

As redes sociais ferveram, naquele momento. Os que queriam sua convocação terminaram comemorando. Defendem que, se existe a possibilidade de que reúna condições físicas para atuar, mesmo que só consiga jogar com competitividade um dos tempos de cada jogo, deve estar na lista, por sua genialidade. 

Fãs de Neymar o adoram pela magia do seu futebol. É, indiscutivelmente, um dos jogadores mais habilidosos e goleadores da história deste esporte e os números não permitem dúvida. Na Seleção Nacional, ele é o maior de todos os artilheiros. Não fossem as contusões, que o afastaram dos campos por muito tempo - não atua pelo Brasil desde o dia 17 de outubro de 2023, portanto, há quase três anos - as estatísticas lhe seriam ainda mais extraordinárias. 

Aqueles que o admiram não se incomodam com críticas dos que não lhe são simpáticos, como o excesso de quedas em campo - é apelidado de "cai-cai" - ou por sua indisciplina (embora não colecione tantas expulsões), o exagero em farras e o consequente descuido das suas condições físicas, que podem comprometer a recuperação em período de tratamento. 

Mas há um outro grupo, não menos numeroso de torcedores, para quem  Neymar está morto e sepultado para o futebol, um aposentado ainda em campo. Até mesmo coloca-se suspeita sobre o nobre técnico italiano, que estaria se curvando a caprichos da CBF e FIFA, pela influência midiática do craque.  Uma colunista do UOL disse que ele deixou de jogar há quatro anos. É impressionante o quanto este rapaz divide opiniões. Muitos antipatizam com ele por considerá-lo mulherengo, farrista, individualista, arrogante, indisciplinado, descuidado com a parte física. 

Além de todos esses problemas, que efetivamente existem, não há como negar, o camisa 10 enfrenta um outro desafio. Em setembro de 2022, Neymar gravou um vídeo no Tik-Tok, que evidentemente viralizou, dançando o jingle da campanha do então candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Fez o sinal do número 22 e declarou o voto. Então, caiu em desgraça junto ao eleitorado de Lula, vencedor do pleito. O que temos hoje, na prática? Um futebolista idolatrado pela direita e odiado na esquerda. Simples assim. 

O que acho de sua convocação? Bem, eu o chamaria também, mesmo reconhecendo os diversos problemas que ele carrega. Eu o vejo interessado em ajudar a seleção e disposto a mostrar aos seus admiradores que ainda pode fazer coisas boas em campo. Não é mais dinheiro, nem simplesmente vaidade. É sonho, vontade e, pelo menos nos últimos meses, determinação. Perdoem-me os contrários, mas não vejo nenhum jogador no país com a sua capacidade, mesmo debilitado fisicamente. 

É um gênio que continua de pé. Mesmo com toda a irregularidade de atuações pelo seu time, o Santos, no Paulistão e na Série A, não teria a menor dúvida de levá-lo para a Copa. Se puder jogar 20, 30 minutos de uma partida, pode ser decisivo e isto é suficiente. O Brasil não vai ganhar o Mundial por causa dele, nem ele será a causa de um fiasco - está repreendido!




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