Mobilidade é um tema que não compreende só automóveis, ônibus, bicicletas, metrô, etc, mas, também, a forma como o cidadão se desloca pela cidade, a maneira e o cuidado com que a cidade trata o pedestre e como ela facilita e torna agradável o seu deslocamento. Nestas fotos, na esquina do famoso Bar de Zequinha, na Getúlio, temos um exemplo de tudo que não pode acontecer. O cidadão ao chegar à esquina depara-se com um verdadeiro cercadinho de postes, inclusive um de sinalização, mal colocado, que o obriga a se deslocar pela rua, ou por pequena área a esquerda que sobrou. Se for um cadeirante, ou um deficiente visual, da para imaginar a situação. A outra foto mostra a perspectiva de quem atravessa a faixa, absolutamente inconveniente. Note-se, ainda, a péssima condição da calcada. Bem, esta mesma esquina, com a mesma verba, poderia receber outro tratamento com a colocação dos postes em posições diferentes de modo que não se tornassem impedimentos. Isso, no entanto, exige um permanente escritório de urbanismo com arquitetos especializados atuando na cidade e observando estes pequenos detalhes que se repetem aos milhares na cidade e infernizam a vida do cidadão comum. Simbolicamente, alguém aproveitou e colocou ali um saquinho de lixo. A cidade precisa “pensar” o pedestre e atuar por ele.
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