As ações do estado da Bahia para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya, foram compartilhadas durante reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), nesta quarta-feira (24), em Brasília.
Estratégias desenvolvidas no estado, como a produção de mosquitos transgênicos e de inseticida em tintas de parede, além do aplicativo para denunciar focos de proliferação, devem ser aliadas da ação de maior eficácia, que é o cuidado do cidadão com a própria casa e a vizinhança. Produzidos pela Moscamed Brasil, em Juazeiro, os mosquitos transgênicos evitam a proliferação de fêmeas transmissoras quando distribuídos no ambiente.
Conforme palestra do professor Roberto Badaró, subsecretário de Saúde do Estado, 80% dos casos das três doenças ocorrem por infecção dentro de casa. "A luta contra o Aedes deve ser meta de cada um. É preciso conhecer o mosquito para combatê-lo", disse Badaró ao dar o exemplo de larvas encontradas em ralo de apartamento do 17º andar.
O subsecretário destacou a mobilização que tem sido feita pelo governador Rui Costa, convocando multiplicadores (empresários, líderes religiosos, movimentos sociais e estudantes) ao combate e conscientização. Na Bahia, o mosquito transmissor foi encontrado em 416 municípios, com exceção de apenas um, Mucugê.
Já o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, propôs ao Conass apresentar projeto de lei ao Congresso Nacional que prevê multa a quem tiver criadouro em casa. "Temos de ter uma lei de crime ambiental para punição. As campanhas acabam, mas o cuidado não pode parar", afirmou Vilas-Boas.