O Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) reduziu em 40% o atendimento. A medida foi tomada em função das obras de reforma e ampliação da unidade que começaram em 2011, mas estão paradas desde 2013.
Além disso, o número de cirurgias foi reduzido em 35% e o de internamentos em 28%. Em todo o hospital são 16 obras. Destas, 8 estão paradas, 7 em andamento e apenas 1 foi concluída.
Antônio Carlos Lemos, superintendente que assumiu a gestão do hospital em 2014, disse que as obras pararam porque a antiga gestão não prorrogou o contrato com as empresas de engenharia. Quase R$ 5 milhões tiveram que ser devolvidos à união.
Equipamentos como uma máquina de ressonância magnética, que custou R$1,5 milhão, estão na unidade sem uso, dentro de caixas. Eles seriam utilizados em setores nos quais as obras não foram finalizadas.
Em fevereiro deste ano, a Defensoria Pública da União (DPU) na Bahia entrou com uma ação civil pública que pede a continuidade das obras. "Em um prazo de até 90 dias, um prazo que a defensoria entendeu que é razoável para que as obras sejam retomadas, e enfim, a gente possa concluí-las e entregar esse serviço à população", explica o defensor público da união Vladimir Correia.
De acordo com a DPU, dentro do prazo estipulado pela ação civil pública, o Ministério da Saúde ainda tem 60 dias pra retomar as obras no Hospital das Clínicas. Até a publicação desta reportagem o Ministério da Saúde não havia enviado um posicionamento sobre o caso.