O filme “A Bela e a Fera”, que estreia no Brasil no próximo dia 16, já teve até exibição proibida nos Estados Unidos, por causa da trama gay, que ocorre em paralelo ao romance entre Fera e Bela. A censura aconteceu no Alabama, um dos estados mais conservadores do país. Em comunicado publicado no Facebook, a gestora do “Henagar Drive-In Theatre” afirmou que se recusa a “comprometer o que a Bíblia ensina”.
O texto prossegue: “Se não pudermos levar nossa neta de 11 anos e nosso neto de 8 para assistir a um filme, não temos interesse em vê-lo. Se não pudermos assistir a um filme com Deus ou Jesus sentados ao nosso lado, não temos interesse em exibi-lo”.
A Disney, que pela primeira vez incluiu um relacionamento homossexual em um filme, ainda não comentou o caso. Laney, que administra o cinema junto com o marido, garantiu que os frequentadores podem ir ao local para assistir a “filmes saudáveis, sem se preocupar com sexo, nudez, homossexualidade e linguagem suja”.
De acordo com o “The New York Times”, a página do cinema no Facebook foi inaugurada com mais de 1.300 comentários, na última sexta-feira (3), após o anúncio da proibição. A maioria condenou a atitude, mas muitos se pronunciaram em defesa da iniciativa. O diretor do longa, Bill Condon, revelou à revista “Attitude” que a Disney exibirá pela primeira vez uma cena “exclusivamente gay” na produção. O anúncio gerou indignação também na Rússia, onde um deputado solicitou que o Ministério da Cultura avalie o filme por considerar que ele infringe uma lei que proíbe “propaganda gay”.