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Saúde

Farmacêutica Moderna solicita aprovação emergencial de vacina contra coronavírus, nos EUA

30 de Novembro de 2020 | 12h 01
Farmacêutica Moderna solicita aprovação emergencial de vacina contra coronavírus, nos EUA
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A farmacêutica norte-americana Moderna solicitou aprovação emergencial para a sua vacina contra o novo coronavírus, nesta segunda-feira (30), nos Estados Unidos. O pedido foi feito ao Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Agora, cabe ao órgão observar os estudos dos testes de imunização, a fim de decidir se a vacina é, de fato, segura para liberação emergencial. Recentemente, estudos demonstraram que sua eficácia é de 94,5%. Este resultado foi alcançado após testes em 30 mil voluntários. Metade deles recebeu duas doses da proteção, com um mês de diferença entre elas. O restante recebeu doses de placebo (formulação sem efeito farmacológico, administrada em participantes de ensaio clínico, com a finalidade de mascaramento ou comparador).

A companhia espera a liberação de 20 milhões de doses, nos Estados Unidos. E a expectativa é de que produza em torno de 500 milhões de doses, por ano. Uma das vantagens desta vacina é a conservação. Ao contrário de outras, que necessitam de refrigeração de até 70 graus negativos, a vacina criada pela Moderna, que tem como base o RNA do vírus, permanece estável em temperaturas entre 2 e 7 graus positivos, o que equivale à temperatura de uma geladeira doméstica, por até 30 dias.

PRIORIDADE – Até o momento, nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada, mas os países estão buscando entender qual a melhor forma de iniciar a imunização e quais grupos devem ser vacinados prioritariamente.

Em setembro, especialistas norte-americanos divulgaram uma lista de recomendações, que tem servido de base para a formulação da campanha de vacinação. De acordo com o documento, que ainda não está finalizado, os profissionais de alto risco da área de saúde devem ser os primeiros a receber a imunização. Depois, pessoas de todas as faixas etárias que tenham doenças prévias e condições que as coloquem em risco, além de idosos que vivam em residências coletivas e com alto índice de lotação.

Na segunda fase, a vacinação seria destinada a trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, a exemplo de professores e demais profissionais da área de educação. A lista também recomenda a imunização de pessoas com doenças prévias de risco moderado; de adultos mais velhos não incluídos na primeira fase; de pessoas em situação de rua que frequentem abrigos; e da população carcerária e profissionais que atuem nessa área.

Posteriormente, já na terceira fase, o público alvo seria composto por jovens, crianças e trabalhadores essenciais não inclusos nas duas primeiras etapas. Na última fase, o restante da população seria imunizado.

Segundo o site da Revista Exame, em entrevista ao MIT Technology Review, o epidemiologista Marc Lipsitch, da Universidade de Harvard, afirmou que é mais prudente vacinar os mais velhos primeiro, a fim de evitar mais mortes. Depois, estender a vacinação a outros grupos menos suscetíveis às formas mais graves da doença ou à população geral.

Também em setembro, outro estudo traçou um mapa de como a covid-19 poderia se espalhar em seis países: Estados Unidos, Índia, Espanha, Zimbábue, Brasil e Bélgica. O estudo concluiu que se o objetivo é reduzir as taxas de mortalidade, adultos com mais de 60 anos devem ser priorizados, na hora da vacinação.



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