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Saúde

São Paulo vai iniciar vacinação contra Covid-19 no dia 25 de janeiro, afirma Doria

07 de Dezembro de 2020 | 16h 44
São Paulo vai iniciar vacinação contra Covid-19 no dia 25 de janeiro, afirma Doria
Foto: Aloisio Mauricio/ FotoArena/ Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou, nesta segunda-feira (7), que a vacinação contra a Covid-19 começará no dia 25 de janeiro. Idosos, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas terão prioridade no processo de imunização com a CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

De acordo com o portal Terra, o plano paulista se assemelha ao anunciado, na semana passada, pelo Ministério da Saúde. Na coletiva de imprensa, João Doria também disse que serão disponibilizadas 4 milhões de doses da vacina a outros estados.

A aplicação da CoronaVac, entretanto, ainda depende da apresentação dos resultados de eficácia, o que, segundo o Butantan, deverá ocorrer até o dia 15 de dezembro. Também precisa de registro do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governador acredita haver tempo hábil para o cumprimento de todo os trâmites legais.

Conforme o Terra, o acordo firmado com a Sinovac prevê o envio, ainda em 2020, de 6 milhões de doses prontas do imunizante, além de matéria-prima para a produção de outras 40 milhões de doses. No ano que vem, o laboratório chinês se comprometeu a despachar insumos para a fabricação de mais 14 milhões de doses, totalizando 60 milhões de unidades, material suficiente para imunizar 30 milhões de brasileiros.

Ainda segundo o site, há meses, o Butantan tenta firmar acordo com o Ministério da Saúde, para que a vacina seja incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com isso, poderia ser aplicada em todos os estados da federação, mas o presidente Jair Bolsonaro resiste em comprar a vacina e vem impedindo a parceria.

CRONOGRAMA NACIONAL – De acordo com o Ministério da Saúde, o plano preliminar de vacinação contra a Covid-19 prevê que a imunização nacional terá início em março de 2021, mas não com a CoronaVac. Por enquanto, o órgão apenas garante o fornecimento de 100 milhões de doses do imunizante produzido, em parceria, pela AstraZeneca e Universidade de Oxford, além de mais 42 milhões de doses oriundas da Covax facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde promete imunizar, inicialmente, idosos acima de 75 anos, profissionais de saúde e indígenas. Segundo o plano apresentado pela pasta, a campanha será dividida em quatro fases. Primeiramente, 14 milhões de pessoas seriam vacinadas. Idosos acima de 60 anos ingressados em instituições de longa permanência também entrarão nessa primeira fase. A estimativa do Ministério para esse montante de pessoas é de que sejam necessárias 29,4 milhões de doses, duas por pessoa, além de 5% de perda estimada. A fase inicial da campanha deverá durar cinco semanas, conforme a previsão do órgão.

Segundo o Terra, na segunda fase, o governo pretende vacinar todos os brasileiros com mais de 60 anos, escalonados dos mais velhos para os mais jovens. No primeiro grupo dessa fase, estão os idosos entre 70 e 74 anos, seguidos pelas faixas etárias de 65 a 69 anos e de 60 a 64. Neste grupo, cerca de 21 milhões de pessoas serão imunizadas.

A terceira fase da campanha prevê a vacinação de pessoas maiores de 18 anos portadoras de comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, transplantados de órgãos sólidos, pacientes com anemia falciforme, câncer (com diagnóstico nos últimos cinco anos) e obesidade grave (IMC acima de 40). A previsão do Ministério da Saúde é imunizar 12,6 milhões de brasileiros.

Por último, na quarta fase da campanha nacional, o objetivo é vacinar  trabalhadores de áreas consideradas essenciais: professores, do nível Básico ao Superior; profissionais de segurança e salvamento; funcionários do sistema prisional e população carcerária. Estes grupos totalizam cerca de 4 milhões de pessoas.

Conforme o Terra, a imunização prevista pelo Governo Federal visa atender somente 51 milhões de brasileiros. Até o momento, não há definição de como será a vacinação do restante da população.



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