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Saúde

PF cumpre mandados de busca no Rio; operação apura desvio de recursos em instituto federal de saúde

09 de Dezembro de 2020 | 10h 58
PF cumpre mandados de busca no Rio; operação apura desvio de recursos em instituto federal de saúde
Foto: Divulgação/ Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (9), uma operação que investiga o desvio de recursos públicos no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no Rio de Janeiro. O instituto é um órgão da administração direta do Ministério da Saúde.

De acordo com o Uol, batizada de “Talha”, a ação cumpre oito mandados de busca e apreensão em residências e escritórios localizados no Rio de Janeiro e em Brasília. Segundo a PF, um ex-deputado federal, que não teve o nome revelado, está entre os alvos. Informações divulgadas pela CNN dão conta de que R$ 170 mil em espécie foram encontrados na casa de um ex-assessor do parlamentar, em Brasília.

A Polícia Federal, diz o Uol, afirmou que a operação teve início a partir de informações obtidas na Operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato. Os dados indicavam a atuação de organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos destinados a unidades de saúde. Na ação, deflagrada em abril de 2017, Sérgio Côrtes, ex-secretário estadual de Saúde que comandou o Into, entre 2002 e 2006, e a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, entre 2007 e 2013, na gestão do então governador Sérgio Cabral, foi preso.

Ainda segundo o Uol, durante as investigações, a PF encontrou indícios da atuação de um ex-parlamentar federal na nomeação de diretores do Into. Também foram encontrados vestígios da influência direta do investigado em questões administrativas do hospital e na marcação de exames e cirurgias de pessoas ligadas a ele.

Por meio de nota, a Polícia Federal disse que “o ex-deputado é suspeito de exigir vantagens ilícitas a pretexto de conseguir a liberação de recursos de emendas parlamentares para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, recursos que eram posteriormente desviados pela organização criminosa desarticulada nas operações da PF Fatura Exposta e Ressonância”.

Os investigados poderão responder por três crimes: organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção passiva.



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