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Saúde

Pazuello afirma que rede privada só terá vacinas depois que SUS for atendido

17 de Dezembro de 2020 | 16h 58
Pazuello afirma que rede privada só terá vacinas depois que SUS for atendido
Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, nesta quinta-feira (17), durante uma sessão de debates no Senado Federal, que as clínicas privadas só poderão importar vacinas contra a Covid-19 após a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) ser atendida.

Pazuello enfatizou que a compra de imunizantes pela rede privada se dará mediante autorização. “Sim, autorizado por nós, a partir do momento em que a gente já tenha cumprido o que a gente precisa receber. Claro que precisa comprar também no privado, mas com prioridade para o SUS, com prioridade para o nosso programa nacional, que é para todos”, declarou.

De acordo com o portal de notícias Poder360, Pazuello disse ainda que o governo implementará um plano unificado de vacinação para estados e municípios e que as duas esferas governamentais receberão os imunizantes simultaneamente.

Segundo o ministro, a quantidade a ser recebida por cada um será proporcional ao tamanho da população estimada nos grupos prioritários. “É um plano só para um país só. Não haverá separação de estado nem município, nem por classe de nada. Todos os brasileiros serão vacinados igualitariamente e todos os estados receberão dentro da proporção dos grupos a vacina simultaneamente, para que haja a vacinação grátis para todos os brasileiros”, assegurou.

O site, entretanto, afirma ter apurado, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última segunda-feira (14), que, assim que um imunizante contra a Covid-19 estivesse autorizado para o sistema público, também poderia ser aplicado por hospitais e clínicas particulares. A publicação enfatiza que o presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCvac), Geraldo Barbosa, disse, no fim da semana passada, ter sido informado de que a permissão seria simultânea para a rede particular e o setor público.

O ministro da Saúde declarou aos senadores que trabalha com três laboratórios (AstraZeneca/Fiocruz, Sinovac/Butantan e Pfizer/BionTech), de forma mais avançada. E que não rejeitará nenhuma vacina produzida no Brasil ou importada de outros países. “Estamos falando de 500 mil doses da Pfizer, em janeiro; 9 milhões de doses do Butantan, em janeiro; e 15 milhões de doses da Astra/Zeneca, em janeiro. A data exata é o mês de janeiro”, destacou.

Pazuello não determinou, portanto, um dia exato para dar início à vacinação. Segundo ele, isso depende do acompanhamento diário da evolução das vacinas e do processo de liberações pela Anvisa. “Vamos ter 24,7 milhões de doses em janeiro. Janeiro é daqui a 30 dias – o meio de janeiro, eu quero dizer. Quando eu falo de meio de janeiro, para ser um ponto de corte, é daqui a 30 dias. Não são seis meses”, tentou explicar.

O ministro também equacionou a quantidade de vacinas de cada fabricante. “Para fevereiro, repete-se a Pfizer, aumenta-se o Butantan para 22 milhões e mantém-se a AstraZeneca com 15,2 milhões. Vai para 37,7 milhões de doses. Em março, outras 31 milhões de doses; a partir daí, equilibra-se o número”, observou.

De acordo com o Poder360, o ministério, no entanto, não teria certeza sobre quais e quantas doses de vacinas o Brasil terá, nos meses de janeiro e fevereiro de 2021. O site explica que, considerando as doses já adquiridas em contrato, a data mais próxima estipulada pelo governo seria até o início do 2º semestre de 2021. O mês exato, entretanto, não está especificado.



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