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Saúde

Sistema de saúde de Feira beira o colapso; diretor médico do Hospital de Campanha diz que não há como aumentar leitos

21 de Dezembro de 2020 | 16h 33
Sistema de saúde de Feira beira o colapso; diretor médico do Hospital de Campanha diz que não há como aumentar leitos
Foto: Ascom/S3 Saúde

Diretor médico do Hospital de Campanha de Feira de Santana, o médico Francisco Mota fez um alerta importante sobre a atual situação da cidade, dentro do contexto da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao Acorda Cidade, na manhã desta segunda-feira (21), ele se mostrou bastante preocupado com as aglomerações e com a disseminação do vírus durante as confraternizações típicas das festas de fim de ano. “Natal e Ano Novo tem todo ano, mas, para ter todo ano, a gente precisa estar vivo, para curtir”, lembrou.

De acordo com Francisco Mota, o sistema de saúde da cidade está prestes a entrar em colapso. E não há espaço físico para aumentar o número de vagas. Segundo ele, dos 18 leitos de UTI do Hospital de Campanha, 15 estão ocupados. O médico também alertou que a rede privada está trabalhando com a capacidade máxima, não havendo leitos disponíveis. Com relação ao Clériston Andrade, ele disse que a unidade hospitalar está sempre lotando.

Francisco Mota salientou ainda que, somente no fim de semana, quando os números divulgados costumam ser menores, foram confirmados 429 novos casos. “A situação é extremamente preocupante. Se a UTI enche, nós vamos ter dificuldade de internar até mesmo o paciente clínico, porque se eu tenho um paciente que está internado e tem o risco de complicar e não tem vaga na UTI, eu não posso admitir esse paciente na unidade. Na sexta-feira, a rede privada já não tinha vaga, quando não tem vaga, tem que solicitar para a rede pública, e entramos justamente na semana do Natal, a grande preocupação. Estamos vendo pessoas dizendo que vão se reunir para confraternizar, e isso é extremamente perigoso. Acho que a ficha da população ainda não caiu, vamos ter o colapso”, advertiu.

Conforme o Acorda Cidade, o diretor médico destacou ainda que, atualmente, há um descontrole total da infecção, no município. Segundo ele, cerca de 80% da população vai ter sintomas leves, mas a estimativa não é boa: dos mais de 400 infectados confirmados, no fim de semana, 20% precisará de internação. “Todos precisando de internação, ao mesmo tempo, gera colapso do sistema de saúde”, observou.



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