O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou, nesta quinta-feira (15), que entrou em contato com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), para colocar à disposição o oxigênio necessário ao atendimento do serviço de saúde de Manaus.
Por meio de uma rede social, o chanceler afirmou estar seguindo orientações do presidente venezuelano, Nicolás Maduro e que o gesto denotava solidariedade com os países vizinhos, por ser esta um dever. “Por instruções do presidente Nicolás Maduro conversamos com o governador do estado do Amazonas, Brasil, Wilson Lima para colocar imediatamente à sua disposição o oxigênio necessário para atender a contingência sanitária em Manaus. Solidariedade latino-americana antes de tudo!”, declarou.
De acordo com o jornal O Globo, o governador Wilson Lima agradeceu, imediatamente, a disposição da Venezuela e foi respondido pelo chanceler. Jorge Arreaza reiterou ser “sempre uma honra” poder estender uma mão a povo brasileiro, que considera irmão. “É sempre uma honra poder dar uma mão ao povo irmão do Brasil, principalmente em momentos tão complexos. Para os bolivarianos, a solidariedade é um dever. Grande abraço!”, escreveu.
Desde ontem, Manaus enfrenta um colapso sem precedentes no atendimento de saúde, por falta de oxigênio em diversos hospitais da capital amazonense. Médicos que lutavam, desesperadamente, para ventilar, manualmente, pacientes acometidos pela Covid-19, em processo de asfixia pela carência do insumo hospitalar, pediram socorro via redes sociais.
O governador do estado estabeleceu toque de recolher, pelos próximos dez dias, na tentativa de conter o avanço da doença. Manaus vive uma segunda onda de Covid-19, muito mais contagiosa e agressiva do que a primeira, registrada em abril de 2020.
Conforme o Globo, a White Martins, multinacional produtora dos cilindros de oxigênio, relatou, por meio de nota, que o consumo, na capital do Amazonas, cresceu exponencialmente e que nem mesmo o aumento da capacidade de produção, ao longo de 2020, foi suficiente para atender à demanda.
Em função disso, a fábrica salientou que recorreu à Venezuela para tentar suprir a falta do insumo no estado brasileiro. “A White Martins já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e, neste momento, está atuando para viabilizar a importação do produto para a região”, declarou a empresa.